12 de agosto de 2012

A Festa do Livro

No dia 1 de julho, levei para Taubaté a minha mais nova turma, que também, e não por acaso é a Turma do Curupira. Tive o prazer de apresentar a senhora Lua-cheia às centenas de pessoas que encontrei na Avenida Alegria do Povo Taubateano (também conhecida como Avenida do Povo), num envento que se intitulou II FLIT – Feira de Literatura Infantil de Taubaté.

Em 2011, a ilustríssima presidente ( agora “presidenta”, por força de lei) assinou o requerimento que dava o título de Capital Nacional da Literatura Infantil à cidade de Taubaté.
Com essa alcunha, aliás, título merecidíssimo, já que Taubaté é o berço do “Pai” da Literatura Infantil, o cidadão José Renato, que virou José Bento Monteiro Lobato, o município vem tentando se estabelecer como cidade  literária.
Nesta empreitada, pelo segundo ano, a Secretaria de Cultura e Turismo organiza o evento, que segundo os moradores de Taubaté, apesar de tímidos, é a festa que estava faltando para a valorização do livro.
Antes de pegar o microfone e falar a todos sobre meu novo trabalho em prol da literatura infantil, andei pela avenida e apreciei os espetáculos musicais e teatrais que foram de uma beleza incontestável. Ainda a caminhar entre os estandes pela animada via, que não poderia ter outro nome, senão Alegria do Povo, encontrei os personagens que me fizeram companhia nas minhas mais encantadoras leituras de criança, a turma do Sítio do Picapau Amarelo.
Abraçá-los e registrar cada momento com esses ícones de um dos maiores escritores de todos os tempos foi a realização concretizada, para alguém que inspirados por eles, hoje trilha o mesmo caminho, o de encantar crianças e jovens com a boa literatura.
Abraçar Emília, foi como abraçar o próprio Monteiro Lobato e reverenciá-lo pelo bem ele fez à humanidade quando colocou na boca de bonecos e crianças suas mais contundentes contestações, frente a uma sociedade retrógrada e de interesses excusos que se delineava em sua época. 
Não só por isso, mas seu legado, é o que temos de mais importante hoje: bibliotecas nas escolas, livrarias e sebos que aumentam a cada dia, projetos de leitura que a todo momento se instauram, feiras (como a de Taubaté) e bienais, bem como o surgimento de grandes escritores como José Mauro de Vasconcelos, Maria José Dupré, Lygia Bojunga, Ana Maria Machado e tantos outros premiadíssimos por seu conjunto de obra.
Do legado de Monteiro Lobato ainda há que se lembrar da nossa gente. Os Taubateanos com seus artistas em crescente sucesso, bem como o vastíssimo grupo dos artistas joseenses, destaco aqui os escritores que de uma forma ou de outra, enfrentando dificuldades ou não de incentivo, lançam seus livros e os colocam à apreciação do povo.
Falei, por quase uma hora sobre a obra Histórias da Lua-cheia e encantei os visitantes da feira com turma que havia levado comigo. 
Uma garotinha esperta, devia ter quatro anos, no mínimo, foi quem deu a grande lição do conhecimento da cultura do nosso país. Ela falava com propriedade sobre Saci, Bicho  papão, Mula sem cabeça e Homem do saco. 
Se meu grande objetivo com essa obra é valorizar o Folclore Brasileiro, tão esquecido nestes tempos, sinto que o atingi. E foi pela participação de uma criança, momento em que a apresentação do meu trabalho chegou ao apogeu, que ficou gravado para sempre no universo, o som de nossas vozes no eterno convite para a leitura. 
Entrevistado pela TV Cidade, nas minhas considerações finais lembrei de cobrar os adultos do incentivo da leitura a uma criança. Lembrei de dizer a eles que presentes em forma de livros, passeios às livrarias, feiras e bienais, além de atividades saudáveis, no momento em que a criança interage com tudo isso,  é uma fomentação de lembrança, que no futuro pode render bons resultados como pessoas que valorizem a cultura e a reproduzam no seu dia a dia.
Livros são asas. Leia e voe! 

 © Carlos José dos Santos - Todos os Direitos Reservados

Um comentário:

  1. adoreiiiiiiiiiiiiii
    vai ser ótimo fazer parte disso
    logo, logo eu to aí

    e.m.e.f vera lúcia :p

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