15 de junho de 2014

Mas... O Brasil não somos nós?

AME-O OU DEIXE-O

Se o Brasil sou eu, e não me considero corrupto, como posso taxá-lo assim? Se o Brasil sou eu, e não me considero violento, como posso rotulá-lo dessa maneira? 

O que faz isso, é a maldita generalização, que a meu ver, é a maior forma de preconceito existente. 

Não. Não são todos farinha do mesmo saco! Existem farinhas e farinhas. E cada uma ocupa o lugar que merece.

Quando desqualifico o Brasil, estou indiretamente me desqualificando. E se digo que todo mundo é mau, estou dizendo que também sou mau. 

Não. A régua com que meço o comportamento inadequado de alguns, não serve para medir o meu comportamento. Prefiro usar a ética e separar as coisas. Há mais atitudes certas em meu país, do que atitudes erradas. Há mais coisas positivas, há mais progresso que retrocesso. O que acontece é que muitas pessoas ainda usam lentes embaçadas e não se enxergam.

Eu amo meu país, e por amá-lo jamais levantarei uma calúnia contra ele. 

Existem sim alguns corruptos, mas o Brasil é um país honesto, pois a maioria é. Existem sim alguns problemas, mas o Brasil é um sucesso, porque a maioria é. Existem sim algumas pessoas más e violentas, mas o Brasil não é mau, nem violento, porque a maioria é do bem. Existem sim alguns covardes, mas o Brasil não, pois a maioria é corajosa e enfrenta suas dificuldades com garra. Existem sim analfabetos, mas o Brasil não é, pois a maioria tem acesso à escola, e muitos chegam ao curso universitário. Existem sim filas em hospitais, postos de saúde e UPAS, pois a demanda é grande, mas o SUS é modelo no mundo, e o atendimento é igual ou melhor que a rede privada. 

Quem reclama do Brasil precisa entender que não é o Brasil o vilão da história. O país é apenas uma vítima. É preciso culpar e responsabilizar o sujeito pernicioso que viola a dignidade de uma nação, e consequentemente a de seu povo. 

Ao que só sabe caluniar o país e nada faz para defendê-lo, sugiro dois caminhos: vencer o amargor, o pessimismo e arregaçar as mangas, tentando algo para essa realidade mudar, ou ir morar no exterior, para ver com os próprios olhos e sentir na própria pele que em muitos outros países, cuja reputação é "fantástica", os problemas chegam a engolir os covardes.

Antes que digam, que fui prepotente demais, e nada humilde, ao colocar-me como uma pessoa perfeita neste texto, falo do ponto de vista do exato momento da escrita. O que mudará imediatamente, quando do ponto da leitura, pois esse "eu", passa a ser quem lê, caso este se enquadre nos exemplos elencados.

Só é digno de uma nação, quem, em vez de atacá-la, contribuir para o seu sucesso!


© junho/2014 - Carlos Santos
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Crédito da Imagem: http://www.cgi.br/

Abraços!

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