NOVELA INFANTIL

Domingo, 24 de março de 2013




História sem título

Capítulo 1
Amigos Graciosos

O tempo e o espaço são dois grandes amigos, desde o início de tudo. O tempo é invisível, o espaço, não. Um dia, o Tempo e o Espaço resolveram brincar no pátio de um canteiro de obras, onde duas casas estavam sendo construídas. Enquanto os homens, pedreiros, carpinteiros, encanadores, eletricistas e pintores faziam seu trabalho, o Tempo e o Espaço, cantavam e dançavam diante deles. O Tempo carregava um enorme relógio despertador, que fazia tic-tac quando fosse conveniente, enquanto o Espaço, media tudo, com sua trena[C1]  tamanho família.

             TEMPO      _ (Cantando) "Mas tudo passa, tudo passará, e nada fica, nada ficará..."

             ESPAÇO     _ Tempo, meu querido amigo! Há quanto...

             TEMPO      _ Tempo...

Este cumprimenta o amigo, deixando escapar um som, o qual já estava viciado em reproduzir.

             TEMPO      _ Cuco! Que satisfação! Sim, já se passaram muito...

             ESPAÇO     _ Espaço. O prazer é meu.

O Espaço cumprimenta o amigo, depois estica a sua fita métrica e a solta, fazendo-a estalae ao se recolher para dentro do rolo.

             TEMPO      _ Pois é. Somos mesmo uma dupla perfeita. Tempo e Espaço.

             ESPAÇO     _ Não. Espaço e Tempo.

             TEMPO      _ Não importa a ordem. Agora vamos trabalhar que por aqui vão precisar de muito...

             ESPAÇO     _ Espaço... (Estica e solta a fita a fita métrica) E grandes histórias acontecerão com o...

             TEMPO      _ Tempo. Cuco!

             ESPAÇO     _ Veja essa obra aí. Duas casas sendo construídas, uma ao lado da outra.

             TEMPO      _ Que que tem?

             ESPAÇO     _ Não vê? Estão fazendo uso de mim. Precisaram de espaço.

             TEMPO      _ Agora entendo. E você sabia que as duas equipes apostaram qual delas terminaria a casa primeiro?

             ESPAÇO     _ Sério isso? Mas então eles estão contando com...

             TEMPO      _ Contando comigo. Eles correm contra o tempo.

             ESPAÇO     _ Tô pensando aqui num jeito de ajudar esses camaradas...

             TEMPO      _ Qual é o plano genial, colega Espaço?

             ESPAÇO     _ O plano é andar de um lado a outro...

             TEMPO      _ Sim. Aproveitado o espaço.

             ESPAÇO     _ Eu. Assim...

O Espaço anda de um lado para o outro para explicar sua ideia.

             ESPAÇO     _ Que tal, não é uma boa maneira de demonstrar a passagem do tempo?

             TEMPO      _ Euzinho aqui. Gostei da ideia. É melhor do que passar parado, sem fazer nada.

             ESPAÇO     _ Veja isto! Devagar assim...

O Espaço caminha devagar para o lado oposto, enquanto o Tempo o observa.

             ESPAÇO     _ Isso que eu fiz quer dizer pouco...

             TEMPO      _ Tempo.

             ESPAÇO     _ Rapido assim...

Dessa vez o Espaço andou tão rápido que foi de um lado a outro num segundo.

             ESPAÇO     _ Isso que eu fiz agora quer dizer muito...

             TEMPO      _ Tempo.

             ESPAÇO     _ Bóra, trabalhar?

             TEMPO      _ Ow, meu camaradinha! Não invada o meu...

             ESPAÇO     _ Espaço? Foi mal. Só disse isso porque já estamos perdendo...

             TEMPO      _ Tempo. Bora lá!

Tempo e Espaço, no ritmo e ao som do tic-tac do relógio doido, e do estalar da trena maluca, andam, marcham, correm. Ao fundo se veem homens trabalhando a todo vapor. As casas finalmente sendo terminadas. É quando vem uma tempestade, e aí os homens precisam se recolher a um abrigo e esperar. O Tempo e o Espaço ficam indignados, pois a Tempestade chega sem dó e reina absoluto. Tem um riso forte de alegria, e um descontrole em relação a sua força.

(...)

Os construtores têm data para entregar a obra. O que podem fazer nossos graciosos amigos Tempo e Espaço, para ajudá-los?

Ajude o autor a dar um título a esta novela. Vá até a página SUGESTÕES, responda a pergunta e deixe sua dica.

Não esqueça de deixar um comentário aí abaixo também.

Um abraço do AUTOR.


Saiba mais:





 [C1] - TRENA: Fita metálica ou de lona, com 10 a 25 metros, empregada para medir terrenos.

Créditos da imagem: http://momfort.com.br/_img/_produtos/trena.jpg


© 2013 – Carlos José dos Santos – Todos os Direitos Reservados. Proibida a reprodução sem a autorização do autor.







6 comentários:

  1. Seu blog está fantástico!! Adorei tudo... pena que meus olhos estão fechando e já está tudo embaralhado...

    ResponderExcluir
  2. Obrigado, querida! Você é sempre bem vinda ao meu espaço. Não esqueça de dar uma passadinha no site brincando na rede(link nesta página) para ler "A fantástica mala da tia Generalda", minha história infantil que escrevi para a Fundação Santander. Beijo e até sempre.

    ResponderExcluir
  3. Hola Carlos Jose, ya he entrado en tu fantástico blog de literatura, me paro en infántil. También soy seguidora tuya con mis dos blogs, el de infantil, en el cual podrás entrar en uno de cocina y en el de mis cuentos. Paseate por él clicando por el lateral derecho encontrarás más de nuestros trabajos, incluso conoceras lo que son las fallas de Valencia. Ya me contarás si te gusta. Un beso, Silvia.

    ResponderExcluir
  4. Carlos José dos Santos30 de agosto de 2011 16:20

    Hola, Silvia. Muchas gracias. Su visita me dejó mui contento. Es una gran satifacción para mi recibirla em mi mundo de la imaginación. También entraré en su mundo. Es seguro que passaré a ser su seguidora. Un fuerte abrazo,
    Carlos

    ResponderExcluir
  5. Su seguidor, mejor diciendo...

    ResponderExcluir
  6. HISTÓRIAS DA LUA CHEIA?! Que máximo! Estava ansiosa pela chegada desse livro! Parabéns pela nova conquista! Pelo título e pela capa! Quero degustá-lo o quanto antes!
    Beijos!

    ResponderExcluir

Deixe aqui sua impressão! Será uma honra conhecer sua opinião.